segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

15/02 A Guerra Fria e o fim da URSS 9º Ano

TEXTO PARA DISCUSSÃO

Kunihiko Bonkohara, 65 anos:
       Picles. Kunihiko Bonkohara está vivo graças aos picles. Em agosto de 1945, vivia no sul de Hiroshima, a 2 quilômetros do centro. Sua casa ficava de frente para um depósito de tsukemono (legumes em conserva japoneses), prédio alto de tijolos resistentes.
             Às 8h15 da manhã daquele 6 de agosto, recorda-se estar sentado ao lado de seu pai, engenheiro civil, diante da escrivaninha que ficava junto à janela da sala. A mãe e a irmã de 14 anos haviam sido convocadas para os trabalhos de demolição no centro da cidade. Bonkohara tinha 5 anos de idade.
             De repente, uma luz muito forte entrou pela janela. Em seguida, ouvimos um grande estrondo e uma rajada de vento levou o andar de cima da casa pelos ares. O vidro estourou e nós nos escondemos rapidamente embaixo da escrivaninha. Meu pai deitou-se em cima de mim. Lembro dele com as costas todas cobertas de sangue.”
             Dos males, o menor. No lado de fora, o bairro inteiro estava destruído. As tradicionais construções de madeira – e quem quer que estivesse dentro – haviam sido reduzidas a entulho. Apenas duas casas tinham ao menos o térreo de pé: a de Bonkohara e a do vizinho. Precisamente aquelas sobre as quais o grande armazém de picles fazia sua abençoada sombra. Agindo como uma espécie de barreira, aquele prédio os protegera das ondas de calor, das rajadas de vento, do fogo e da radiação. Ou seja, da exposição total à bomba atômica.
Quando pai e filho ainda procuravam entender o que diabos havia sido aquilo, uma chuva escura e espessa começou a cair sobre a casa sem teto. “Parecia pixe”, lembra Bonkohara. Quem dera fosse: trazia, na verdade, uma combinação mortal de água e fuligem radioativa produzida pelas cinzas da cidade que queimava do lado de fora.
             A nuvem descomunal criada pela própria bomba ajudou a carregar a “chuva negra” para áreas de Hiroshima que não haviam sido diretamente atingidas. E quem acreditou ter escapado ganhou também sua cota de radiação.
      
Fonte: Os caminhos da Terra, agosto de 2005, ano 13, nº 160, p. 51.


sexta-feira, 27 de março de 2015

domingo, 22 de março de 2015

Formação do Território Brasileiro

RESUMO  16 a 20 de março


Formação do território brasileiro

 O Brasil é o 5° maior país do mundo em extensão territorial, com uma área  de 8.514.876 km².
 A sua formação resultou de um longo processo de conquistas de terras,  iniciado pelos portugueses a partir de 1500, que foram se apropriando das  terras que hoje constituem o Brasil, em que viviam cerca de 4 milhões de  pessoas, que foram chamados pelos europeus de indígenas.

Os limites territoriais

 Os atuais limites do território brasileiro começaram a ser definidos já em  1494, com o Tratado de Tordesilhas, um acordo feito entre portugueses e  espanhóis em relação às terras descobertas.
 Em 1532, a Coroa portuguesa organizou o território, dividindo-o em  capitanias hereditárias, que eram lotes de terras doadas pelo rei de Portugal.  Como os portugueses não conheciam muito bem o território, as fronteiras  ainda não estavam definidas.

Expansão territorial

 O território inicialmente traçado pelos portugueses teve uma grande  expansão, ultrapassando a linha de Tordesilhas.
 Os fatores que contribuíram para a ocupação e expansão do território  brasileiro foram:
·         A atuação dos bandeirantes
·         O papel dos jesuítas
·         A exploração econômica do território.

domingo, 24 de agosto de 2014